Segunda fase da ‘Operação Sangria’ cumpri cinco mandados de prisão temporária

O Vice-governador do Amazonas é alvo de busca em operação da PF

Foto divulgação

Manaus/AM – Na manhã desta quinta-feira, (8), o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal do Amazonas e a Controladoria-Geral da União (CGU), realizaram a 2ª segunda fase da ‘Operação Sangria’ que investiga desvios em recursos da Saúde. O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB), também é alvo de busca na segunda fase. 

Viaturas da PF realizaram as buscas na Sede do Governo, localizada na Avenida Brasil, bairro Compensa 2, Zona Oeste da Cidade, durante a operação será cumprindo mandados de prisão, busca e apreensão. Esta ação da Polícia Federal visa cumprir 14 (quartoze) mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 9 (nove) de busca e apreensão e 5 (cinco) de prisão temporária.

Entre os cinco mandados de prisão temporária está o ex-secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias, e a ex-secretária executiva da pasta, Daiana Mejia, além de outras três pessoas da cúpula do estado, cujos nomes não foram divulgados. Um deles, segundo o Ministério Público Federal (MPF), seria uma pessoa de confiança do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

A primeira etapa da ‘Operação Sangria’, foi deflagrada no dia 30 de junho, que resultou na prisão de 8 pessoas, incluindo a secretária de saúde na época, Simone Papaiz. O governador Wilson Lima foi alvo de mandado de busca e apreensão por suspeita de envolvimento nos esquemas de compra de respiradores.

Desta vez, o objetivo é aprofundar a investigação sobre uma organização criminosa instalada no Governo do Amazonas com o objetivo de desviar recursos públicos destinados a atender às necessidades da pandemia de Covid-19.

Nota do Governo do Amazonas

O Governo do Amazonas informa que está contribuindo com a apuração dos fatos pela Polícia Federal e órgãos de controle e que a ação de busca e apreensão, desencadeada nesta quinta-feira (08/10), envolve, em grande parte, pessoas que já não fazem mais parte da estrutura de Governo, bem como servidores que não atuam como ordenadores de despesas ou tenham poder de decisão na estrutura do Estado ou da investigação em questão.

O Governo do Estado reitera que tem atuado de forma transparente e que confia na Justiça.

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