Nova variante do coronavírus é detectada por cientistas no AM

Variante sul-africana do novo coronavírus preocupa por ser mais transmissível

Foto: Divulgação / National Institute Of Allergy And Infectious Diseases / CP

AMAZONAS – No Japão, autoridades da saúde, mencionaram no banco de dados internacional, detalhes do sequenciamento de uma nova variante do coronavírus encontrada em quatro viajantes que retornaram ao país após uma viagem ao Amazonas. Agora, a Fiocruz Amazônia está conduzindo uma pesquisa que poderá revelar uma nova linhagem brasileira.

A nova variante do coronavírus identificada em outubro por pesquisadores na África do Sul contribui para um aumento sem precedentes das contaminações no país mais afetado da África, complicando a tarefa das autoridades que tentam conter sua progressão. Conhecida pelo nome de 501Y.V2, a variante sul-africana não parece causar as formas mais graves da doença, mas os cientistas estão preocupados com o fato de ser mais contagiosa e mais difícil de combater.

Embora os especialistas admitam que qualquer conclusão sobre o achado é prematura, uma vez que a pesquisa ainda não foi finalizada, já foram observadas pelo menos duas mudanças significativas, aquele “espinho” que faz a ligação do patógeno com a célula. Trata-se da mesma linhagem mais vista no Brasil, a B.1.1.28, porém com alterações.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia que está conduzindo os estudos, Felipe Naveca, disse que os pesquisadores estão comparando os dados publicados pelos japoneses com as amostras existentes no banco de dados do Amazonas, coletadas entre abril e novembro do ano passado.

Diante mão, a variante parece ser mais contagiosa e também pode apresentar maior risco de reinfecção.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia que está conduzindo os estudos, Felipe Naveca, disse que os pesquisadores estão comparando os dados publicados pelos japoneses com as amostras existentes no banco de dados do Amazonas, coletadas entre abril e novembro do ano passado.

As amostras de dezembro ainda se encontram em fase final de análise no estado e poderão auxiliar na compreensão de uma relação entre a possível mutação do vírus e a explosão de novos casos da segunda onda de contaminações que já levou o sistema de saúde de Manaus ao colapso.

Sem descartar a possibilidade de que as mutações verificadas no vírus possam explicar a explosão de casos no Amazonas, Naveca ponderou que as autoridades de saúde sabiam que esse aumento iria ocorrer “porque as pessoas não estavam fazendo distanciamento; nos dias 26 e 27 de dezembro houve protesto porque o governador mandou fechar o comércio, houve as festas de fim de ano”.
Com informações Tecmundo*

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