Mais de 3 mil produtos falsificados foram apreendidos no Centro de Manaus

A polícia deve ouvir os empresários que tiveram produtos apreendidos e um inquérito será aberto para apurar o caso

Foto: Rebeca Beatriz /G1 AM

MANAUS – Na manhã de quinta-feira (13), mais de 3,2 mil produtos falsificados, entre carregadores de celular e fones de ouvidos, foram apreendidos em lojas do Centro de Manaus. Denominada “Fruto Proibido”, a operação foi realizada entre a Polícia Civil do Amazonas, o Programa Estadual de Proteção ao Consumidor (Procon-AM), a Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor e Ouvidoria Sendec) e agentes da Receita Federal.

O delegado titular da Dercon, Eduardo Paixão, relatou que de dez lojas vistoriadas, em cinco delas foram encontrados produtos com marcas de duas empresas de tecnologia, que foram tirados de circulação.

“De fato houve falsificação recorrente, produto pirata, contrabando, descaminho, simplesmente porque existe um mercado consumidor que não sabe dos riscos para a integridade da sua saúde e da sua família, e que a defesa do consumidor de fato não ampara nenhum direito quando a pessoa adquire esse produto falsificado no mercado”, contou.

Segundo o secretário do Procon Manaus, Rodrigo Guedes, quem sai perdendo é o consumidor, por ser mais difícil, nesse caso reconhecer as diferenças entre o produto original e o falsificado.

“Diferente de uma camisa de um time de futebol que, às vezes, o cidadão compra por R$ 20, ele sabe que o produto não é original, e nós nem incentivamos isso, mas o consumidor tem ciência. Enquanto muitos desses produtos apreendidos são vendidos como se fossem originais. O consumidor não consegue identificar a olho nu que se trata de um produto falsificado, contrabandeado, fruto de pirataria. Precisamos matar o produto na origem”, disse.

A polícia deve ouvir os empresários que tiveram produtos apreendidos e um inquérito será aberto para apurar o caso.

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