Cestas de alimentos são distribuídas para indígenas da RDS do Tupé

Foram entregues, inicialmente, 25 cestas com produtos alimentícios para 23 famílias das comunidades distribuídas entre a RDS do Tupé e a reserva Puranga Conquista, área estadual.

Foto: Divulgação / Semmas

AMAZONAS – Núcleos indígenas em comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e áreas adjacentes no Baixo Rio Negro receberam nesta quarta-feira, (20), cestas de alimentos doadas pela Prefeitura de Manaus como estratégia de enfrentamento à pandemia provocada pelo avanço da Covid-19 com foco na população vulnerável indígena residente em comunidades da zona rural.

O trabalho foi realizado de forma integrada entre as secretarias municipais da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), gestora da reserva. A distribuição busca amenizar os efeitos da pandemia, que paralisou a movimentação turística na reserva, principal fonte de renda para os indígenas aldeados da área.

Foram entregues, inicialmente, 25 cestas com produtos alimentícios para 23 famílias das comunidades Tuyuka, Tatuio, Daikuru e Cipiá, distribuídas entre a RDS do Tupé e a reserva Puranga Conquista, área estadual. O trabalho de referenciamento das famílias foi feito pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Compensa II, que abrange as comunidades indígenas.

 A estimativa é de que existam, atualmente, 22 núcleos indígenas instalados na RDS do Tupé e localidades do entorno. “O desafio maior é atender as necessidades alimentares desses grupos que, com a pandemia, tiveram o atendimento turístico, sua principal atividade econômica, prejudicada”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior. “Sem o serviço para turistas que visitam as tribos, os índios ficaram sem fonte de renda, cabendo à Prefeitura de Manaus e aos diversos parceiros dar o apoio para não deixar que esses indígenas passem por necessidades alimentares”, destacou.

 A ideia é intensificar, a partir desta primeira ação, a distribuição de alimentos a todas as localidades com a presença de indígenas. 

Fluxo migratório

Nos últimos 20 anos, Manaus vem recebendo um fluxo migratório significativo de grupos indígenas de etnias diversas. “Com a pandemia, eles estão isolados e mais suscetíveis às doenças”, avalia a presidente do Conselho da APA Tarumã, Angeline Ugarte. Encontram-se instaladas na Região do Baixo Rio Negro indígenas de etnias variadas como Tuyuka, Baré, Tatuya, Dessana, Piratapuia, Tukano, Karapanã, Wanano, Arapaço, Tariana, Kubeo, entre outras.

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