Bolsonaro critica governo do Amazonas: “o governo estadual deixou acabar o oxigênio”

O presidente fala sobre a falta de ‘tratamento precoce’ no Amazonas.

Manaus- Nesta terça-feira, (12), durante uma entrevista o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o Governo do Estado do Amazonas, criticando a falta de “tratamento precoce” contra a Covid-19.

Até esta segunda, mais de 216 mil pessoas foram infectadas no Amazonas, e mais de 5,7 mil morreram com a doença. Em Manaus, mais de 3,7 mil pessoas morreram com Covid.

Na manhã desta última segunda-feira, (11), o Ministro da Saúde esteve em solo amazonense para apresentar o plano de vacinação e novas medidas de combate ao vírus na capital.

Com a crise e avanço da doença no amazonas o presidente Jair Bolsonaro criticou o Governo do Estado. “Mandamos ontem o nosso Ministro da Saúde para lá, estava um caos, a população não fazia o tratamento precoce e aumentou o índice de mortes por asfixia por falta de oxigênio, imagina você morrendo afogado?”, destaca o presidente.

A Prefeitura de Manaus já recebeu a ordem do Ministério da Saúde para a distribuíção de remédios como a cloroquina e ivermectina para tratar os pacientes da doença.

Está é segunda onda da doença no estado do amazonas, que alerta ‘fase roxa’, alto risco, superando a média diária de novos pacientes da doença em abril do ano anterior.

No último domingo, (10), Wilson Lima disse que as empresas fornecedoras de oxigênio para os hospitais de Manaus, já está sem estoque para a demanda exigida.

Nota

O Governo do Amazonas informa que aumentou, nos últimos dois meses, em mais de 700 o número de leitos para atender o número crescente de internações por Covid-19. Esse aumento no número de leitos refletiu também na demanda por oxigênio que, com a pandemia, cresceu 382,9%, saindo de 176 mil para 850 mil metros cúbicos por mês.

Assim que os fornecedores comunicaram a dificuldade de ampliar a produção local para atender a crescente demanda, o Governo do Amazonas, através do Comitê de Enfrentamento da Covid-19, que foi montado em março do ano passado, montou uma força-tarefa para ampliar o abastecimento de oxigênio na rede estadual de saúde, o que garantiu que, em nenhum momento, houvesse desabastecimento do produto.

Também foi montado um Comitê de Resposta Rápida, fortalecendo as ações em andamento pelo Estado. Esse Comitê é formado por representantes dos três níveis de governo – federal, estadual e municipal –, com reuniões diárias no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) do Governo do Amazonas.

Esse Comitê já definiu algumas novas ações emergenciais, como a ampliação do envio de oxigênio de outros estados para Manaus e a abertura de cerca de 500 novos leitos clínicos e de UTI na rede pública do Amazonas, medidas que já estão em andamento e incluem estruturas de campanha nos estacionamentos dos hospitais.

O governador Wilson Lima tem dialogado permanentemente com o ministro da Saúde para articular apoio do Governo Federal no esforço do Estado de aumentar a rede de assistência à saúde. O governador entende que a responsabilidade pela saúde pública e, mais do que tudo nesse momento, deve ser compartilhada, numa gestão tripartite em que cada ente deve se dedicar à sua competência, fortalecendo o SUS.

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